Distensão muscular dos Adutores da coxa
Considerações inicias
A distensão muscular dos adutores da coxa (especialmente adutor longo) é uma lesão frequente em esportes com arrancadas, mudanças de direção e chutes. A classificação mais usada é por graus de gravidade:
Grau I (leve)
Grau II (moderada)
Grau III (grave)
Manejo inicial (primeiras 48–72 horas)
Objetivo: controlar dor e evitar piora.
PEACE (fase inicial):
Medidas práticas:
Depois da fase aguda (geralmente após 48–72 h)
Entrar com reabilitação progressiva:
1) Controle de dor
Exemplo:
2) Recuperação de força
Progredir para:
Um exercício muito usado:
3) Retorno ao esporte
Só quando:
Quando pedir imagem?
Ultrassom musculoesquelético ou ressonância podem ajudar quando:
Tempo médio de recuperação (aproximado)
Um detalhe importante: em atletas, uma lesão de adutor que “melhora a dor mas volta ao sprint” costuma indicar que a força excêntrica e controle pélvico ainda não foram recuperados.
Na lesão grau II dos adutores (ruptura parcial) o tratamento é conservador estruturado + reabilitação progressiva, com foco em controlar dor no início e recuperar força excêntrica depois.
🩺 Tratamento do grau II (adutores)
🔹 Fase aguda (0–3 dias)
Objetivo: reduzir dor e evitar aumento da lesão.
👉 Aqui ainda não é fase de ganho de força.
🔹 Fase subaguda (3–10 dias)
Objetivo: ativar músculo sem dor importante.
🔹 Fase de fortalecimento (2–6 semanas)
Objetivo: restaurar força, especialmente excêntrica.
🔹 Retorno ao esporte
Só quando:
🔥 Pode usar calor local?
✔️ SIM, mas não na fase inicial
✔️ Quando usar calor:
A partir da fase subaguda (geralmente após 3–5 dias), se:
Efeitos do calor:
👉 Pode ser usado antes da fisioterapia/exercícios como preparação.
⚠️ Quando suspeitar de evolução ruim
→ nesses casos considerar US ou RM.