Laxativos
Considerações iniciais
Os laxativos são geralmente classificados de acordo com o mecanismo de ação no intestino, o que ajuda bastante na prática clínica para escolher o mais adequado conforme o tipo de constipação.
1) Formadores de massa (fibras)
Aumentam o volume e a hidratação das fezes, estimulando o peristaltismo.
👉 São os mais “fisiológicos”, mas exigem ingestão adequada de água.
2) Laxativos osmóticos
Retêm água no lúmen intestinal por efeito osmótico, amolecendo as fezes.
👉 Muito usados na prática, especialmente PEG e lactulose.
3) Estimulantes (ou irritantes da mucosa)
Aumentam motilidade e secreção intestinal por estímulo direto do plexo mioentérico.
👉 Eficazes, mas podem causar cólicas e não são ideais para uso contínuo prolongado.
4) Emolientes (amolecedores fecais)
Facilitam a mistura de água e gordura nas fezes.
👉 Efeito mais fraco; hoje menos utilizado como monoterapia.
5) Lubrificantes
Reduzem a absorção de água e facilitam a passagem fecal.
👉 Uso mais restrito (risco de aspiração e interferência na absorção de vitaminas lipossolúveis).
6) Secretagogos intestinais
Aumentam secreção de cloro e água no lúmen intestinal.
👉 Muito usados em constipação crônica funcional e SII-C em alguns cenários.
7) Pró-cinéticos (ação motora colônica)
Melhoram motilidade do cólon.
👉 Útil em constipação crônica refratária.
Fontes