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Medicamentos Anti-obesidade: Análogos da GLP-1

Considerações iniciais

O análogo GLP-1, semelhante ao glucagon, é uma classe de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

O semaglutide e liraglutide em dose elevada foram aprovados pela FDA como tratamento farmacológico da obesidade ou pode ser prescrito a pacientes com excesso de peso e comorbidades. A utilização de análogos do GLP-1 foi objeto de estudo com resultados favoráveis de hemoglobina glicada, e perda de peso em pacientes com diabetes melitos tipo 1.

 O GLP-1 estimula a secreção de insulina após uma carga oral de glicose por meio do efeito incretina.
Na diabetes tipo 2, este processo pode ser atenuado ou mesmo inexistente. No entanto, a utilização de níveis farmacológicos de GLP-1 pode reativar a excreção de insulina.

Os benefícios desta forma de terapia para tratar a diabetes tipo 2 incluem esvaziamento gástrico mais lento e a inibição da produção de glucagon pelas células alfa pancreáticas se os níveis de açúcar no sangue estiverem altos. Além disso, os análogos do receptor GLP-1 podem diminuir a apoptose das células beta pancreáticas anto promovem a sua proliferação.

Esta classe de medicamentos demonstrou também promover uma perda de peso média de 2,9kg em comparação com o placebo, além de reduzir a pressão arterial sistólica e diastólica e o colesterol total. 
Em termos de efeitos cardiovasculares, os análogos de GLP-1 podem melhorar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, a contratilidade miocárdica, o fluxo sanguíneo coronário, o débito cardíaco e a função endotelial enquanto reduzem o risco de enfarte ou evento cardiovascular.


 

Análogos GLP-1: Medicamentos anti-obesidade


 

 


 

A utilização destes fármacos deve ser sempre acompanhada pelo médico e por uma equipa multidisciplinar que se foque nas alterações de estilo de vida, como a alimentação, exercício fisico e sono.

O GLP-1 (Glucagon-like Peptide-1)  é um hormônio que é produzido pelo nosso intestino, liberado na presença de glicose, e que sinaliza ao cérebro que estamos alimentados, diminuindo o apetite. Ele também aumenta a secreção de insulina, inibe a secreção de glucagon e a produção hepática de glicose, aumenta a sensação de saciedade e possui ações indiretas sobre o tecido adiposo e sobre o sistema cardiovascular.

Os análogos de GLP-1 são medicamentos que agem de forma semelhante ao hormônio natural, pois possuem uma estrutura química muito parecida, com a vantagem de não precisarmos estar alimentados.

 

Análogos GLP-1:

· Dulaglutide

· Albiglutide

· Liraglutide

· Semaglutide

 

Como sabemos, diabetes e obesidade são doenças que costumam andar juntas, então a terapia com medicamentos análogos ao GLP-1 é um importante aliado.

· Albiglutide (Eperzan®)

A dose recomendada de é de 30 mg, uma vez por semana, administrada por via subcutânea. A dose pode ser aumentada para 50 mg, uma vez por semana, com base na resposta glicémica individual.

 

· Dulaglutide (Trulicity®) 

A dose inicial recomendada é de 0,75 mg uma vez por semana. A dose pode ser aumentada para 1,5 mg uma vez por semana nos casos em que seja necessário controle da taxa de glicose (açúcar) adicional.

 

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· Liraglutide (Saxenda®, Victoza ®)

A dose inicial é de 0,6 mg uma vez ao dia por pelo menos uma semana. - podendo aumentar a dose para 1,2 mg uma vez ao dia.

A dose inicial é de 0,6 mg uma vez ao dia por pelo menos uma semana, podendo progredir para 1,2 mg - 1,8 mg uma vez ao dia, e assim até 3mg.

·Liraglutida: Victoza® (para diabetes) e Saxenda® (para obesidade)- ambos de aplicação diária, via subcutânea. A principal diferença entre eles é a dose, Victoza chega a 1,8mg, enquanto a dose máxima diária de saxenda é de 3,0mg

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· Semaglutida (Ozempic®, Wegovy®)

A dose inicial é 0,25 mg, uma vez por semana, por quatro semanas. Após quatro semanas, seu médico vai aumentar sua dose para 0,5 mg, uma vez por semana. Semana 5 até a semana 8: 0,5 mg uma vez por semana. Semana 9 até a semana 12: 1 mg uma vez por semana. Semana 13 até a semana 16: 1,7 mg uma vez por semana. Semana 17 em diante: 2,4 mg uma vez por semana.

A semaglutida é vendida sob os nomes comerciais Ozempic® e Wegovy® nas formas de injeções subcutâneas semanais ou sob o nome Rybelsus® na forma de comprimidos para administração diária.

 

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As opções de semaglutida no mercado brasileiro incluem tanto os medicamentos de referência da farmacêutica Novo Nordisk quanto a primeira versão nacional sintética recentemente aprovada, além de opções em comprimidos. [1, 2, 3, 4, 5]

As opções aprovadas e disponíveis no Brasil incluem:

  • Ozivy: Primeira versão nacional de semaglutida aprovada pela Anvisa. Produzida pela farmacêutica EMS, é um medicamento sintético que possui o mesmo princípio ativo do Ozempic. Chegou ao mercado com preços mais acessíveis que a versão original. [1, 6, 7]
  • Ozempic: A clássica caneta injetável da Novo Nordisk, aprovada para o tratamento de diabetes tipo 2 e amplamente utilizada para perda de peso. [2, 8, 9, 10, 11]
  • Wegovy: Também da Novo Nordisk, é a versão de semaglutida com dosagem mais alta (até 2,4 mg), aprovada especificamente para o tratamento da obesidade e controle de peso crônico. [2, 12]
  • Rybelsus: Versão da Novo Nordisk em formato de comprimido de uso diário, sendo a única opção oral com semaglutida disponível para pacientes com diabetes tipo 2. [2, 13, 14, 15, 16]

Se você tiver interesse em comparar essas opções, posso te ajudar com:

  • As diferenças nas dosagens e formas de uso
  • Informações sobre a retenção de receita médica para esses fármacos
  • Sugestões de como verificar a disponibilidade nas farmácias da sua região

Me avise o que você gostaria de analisar em detalhes.

Não. Embora o Ozivy (da EMS) seja o primeiro medicamento de semaglutida sintética e 100% produzido no Brasil a receber o aval da Anvisa após a queda da patente, o mercado brasileiro ganhou outras duas marcas novas: o Extensior e o Poviztra. [1, 2, 3, 4]

Essas duas opções chegaram às farmácias por meio de uma parceria estratégica entre a multinacional Eurofarma e a Novo Nordisk. Elas compartilham a mesma fórmula original do Ozempic e do Wegovy, mas mudam o foco de indicação e a marca: [3, 4, 5]

  • Extensior (Eurofarma): Nova marca voltada especificamente para o tratamento do diabetes tipo 2.
  • Poviztra (Eurofarma): Nova marca direcionada ao tratamento de sobrepeso e obesidade. [3, 4, 6]

O Cenário de Concorrência

Com o fim da patente original, o mercado se dividiu em duas frentes de novidades: [7]

  1. As marcas da Eurofarma (Extensior e Poviztra): Que já estão circulando e nasceram de acordos de co-marketing com a detentora da fórmula original.
  2. A versão nacional da EMS (Ozivy): Que inaugura o segmento de semaglutida sintética fabricada em solo brasileiro. [1, 3, 4, 8]

Além dessas, grandes farmacêuticas nacionais como Hypera Pharma, Cimed e Biomm também submeteram pedidos de aprovação à Anvisa e devem lançar suas próprias versões de semaglutida em breve. [4, 7]

Se você quiser, posso detalhar:

  • Como os preços do Extensior e Poviztra se comparam ao Ozivy
  • A diferença técnica entre a semaglutida biológica (Eurofarma/Novo Nordisk) e a sintética (EMS)

Diga-me qual informação é mais útil para o que você precisa decidir ou entender.

A principal diferença técnica entre a semaglutida sintética e a biológica está no método de fabricação da molécula. Enquanto uma utiliza organismos vivos modificados em laboratório, a outra é montada do zero por meio de reações puramente químicas. [1, 2, 3]

Embora o princípio ativo final seja idêntico e atue da mesma forma no corpo, o processo industrial muda completamente. [4, 5]

1. Semaglutida Biológica (Ex: Ozempic e Wegovy)

  • Método de produção: Produzida por meio de biotecnologia avançada. [3]
  • Como funciona: Cientistas utilizam microrganismos vivos alterados geneticamente — especificamente a levedura Saccharomyces cerevisiae (semelhante ao fermento de pão ou cerveja) — inserindo neles o código genético para que essas "fábricas vivas" secretem a proteína da semaglutida. [6]
  • Complexidade: É um processo altamente complexo, sensível a variações ambientais (como temperatura e nutrientes das células) e de alto custo de infraestrutura. [3, 7, 8]

2. Semaglutida Sintética (Ex: Ozivy)

  • Método de produção: Produzida por síntese química em laboratório. [3, 4]
  • Como funciona: Em vez de usar células vivas, a indústria conecta os aminoácidos um a um por meio de reações químicas artificiais programadas, até formar a cadeia exata que compõe a molécula de semaglutida. [3, 6]
  • Complexidade: É uma técnica que exige alto rigor técnico para evitar impurezas desconhecidas, mas que permite uma escala industrial mais linear e, consequentemente, um custo de produção reduzido. [4, 7, 9, 10]

Resumo das Diferenças Práticas

Característica [3, 4, 6, 7, 8, 11, 12] Semaglutida BiológicaSemaglutida SintéticaOrigemCélulas e organismos vivos (Leveduras)Reações químicas em laboratórioCategoria RegulatóriaMedicamento Biológico de ReferênciaAnálogo Sintético de Produto BiológicoRegras de GenéricosNão permite versão "genérica" clássica (apenas biossimilares)Permite bioequivalência por cópia sintéticaArmazenamentoPode ficar fora da geladeira por até 6 semanas após aberto (até 30 °C)Exige refrigeração constante (2 °C a 8 °C) antes e após o início do uso

Nota técnica: Para que a Anvisa aprove a versão sintética (como fez com o Ozivy da EMS), a fabricante precisa comprovar por testes de bioequivalência que a versão química se comporta exatamente igual, é absorvida na mesma velocidade e tem a mesma eficácia que a versão biológica original no corpo humano. [4, 6, 8, 12]

Se você quiser saber mais sobre a utilização prática, posso te explicar:

  • Por que a versão sintética exige cuidados diferentes na geladeira
  • Como os médicos avaliam a segurança e os efeitos colaterais de ambas

Qual dessas informações seria mais útil para o seu entendimento?

 

A exigência de cuidados de refrigeração diferentes entre a semaglutida sintética e a biológica se deve principalmente à estabilidade da molécula e à formulação química de cada fabricante. [1, 2]

Embora o princípio ativo final atue do mesmo jeito no organismo, a forma como o medicamento é estruturado e conservado dentro da caneta muda consideravelmente. [1]

Por que o Ozivy (Sintético) precisa ficar sempre na geladeira?

O Ozivy da EMS exige refrigeração contínua (entre 2 °C e 8 °C) tanto antes quanto depois de aberto. Os fatores técnicos para isso incluem: [2, 3]

  • Suscetibilidade à degradação térmica: A molécula gerada por síntese química artificial é mais sensível a oscilações de temperatura no ambiente. Fora da geladeira, ela perde a potência e sofre quebras estruturais muito mais rápido. [2, 4]
  • Composição de conservantes: Para manter um medicamento estável em temperatura ambiente após aberto, a indústria precisa adicionar estabilizantes e conservantes específicos. A fórmula biológica original possui um arranjo que protege a semaglutida do calor por algumas semanas, enquanto a fórmula sintética depende estritamente do frio para não estragar. [2, 4]

A diferença prática no dia a dia

Medicamento [2, 3, 5, 6, 7, 8, 9] Antes do primeiro usoApós aberto (em uso)Validade após abertoOzempic / Wegovy (Biológico)Geladeira (2 °C a 8 °C)Fora da geladeira (até 30 °C) ou na geladeiraAté 6 semanas (42 dias)Ozivy (Sintético)Geladeira (2 °C a 8 °C)Obrigatório na geladeira (2 °C a 8 °C)Até 8 semanas (56 dias)

O risco de quebrar a "Cadeia Fria"

Se a caneta de semaglutida sintética ficar fora da geladeira, o líquido perde a eficácia rapidamente. O paciente corre o risco de aplicar o produto e não obter nenhum resultado no controle do apetite ou da glicemia. Em casos extremos de exposição ao calor excessivo, a composição pode sofrer alterações físicas imprevisíveis. [2, 10, 11]

Por outro lado, o congelamento também destrói ambas as moléculas. Elas nunca devem ser guardadas perto do congelador ou no fundo da geladeira. [5, 6, 12]

Se você pretende iniciar ou trocar o seu tratamento por uma dessas novas opções, posso te orientar sobre:

  • Como transportar o Ozivy de forma segura da farmácia até a sua casa
  • Como identificar se o medicamento sofreu alguma alteração visual antes de aplicar

Diga-me o que gostaria de saber a seguir.

 

 

 

-  Lixisenatida (Lyxumia®).

 A dose inicial é de 10 mcg (μg) Lixisenatida uma vez ao dia durante 14 dias. Após, a dose Lixisenatida deve ser aumentada para 20 mcg (μg), uma vez ao dia, como dose de manutenção.